WWE Monday Night RAW de 26 de Janeiro de 2015

Em virtude de uma tempestade que assola a cidade onde aconteceria o show, este teve de ser cancelado e a WWE teve de improvisar e levar a cabo uma edição especial do RAW com os melhores momentos do Royal Rumble e ainda algumas entrevistas em directo no estúdio

WWE PPV Royal Rumble 2015

A edição deste ano do Royal Rumble conta com o tradicional Royal Rumble Match onde 30 lutadores batalham por uma oportunidade pelo WWE Title que também será defendido num Triple Threat Match no qual Brock Lesnar defende o título contra John Cena e Seth Rollins

WWE Smackdown de 22 de Janeiro de 2015

O Smackdown desta semana é o último show antes do PPV Royal Rumble e em destaque no show está o regresso aos lutadores "despedidos" da WWE e com a The Authority a lhes lançar um desafio. No main-event do show, Daniel Bryan enfrenta Kane e com o spot de Bryan na Rumble em jogo.

WWE NXT de 21 de Janeiro de 2015

O episódio desta semana do NXT tem como destaque o anúncio de um torneio para definir o novo contender ao título do NXT na posse de Sami Zayn. Os primeiros combates do torneio colocam Finn Balor contra Curtis Axel e Hideo Itami contra Tyler Breeze.

TNA Impact Wrestling de 23 de Janeiro de 2015

O Impact Wrestling desta semana tem como destaque o combate feast or fired match e com a revelação do conteúdo das malas no final do show. Bobby Lashley exige que MVP lhe devolva o seu título e como tal os dois colidem. Gail Kim bate-se contra Havok e James Storm enfrenta Matt Hardy.

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pro Wrestling in Pictures (237) Dancing with the Stars! OMG

Mais um Pro Wrestling in Pictures que tem por objectivo mostrar o melhor e o pior do wrestling basicamente em imagens mas sempre com um toque de humor presente e hoje com uma edição diversificada! Relembro se quiserem podem enviar as vossas fotos para wrestlingnoticias@gmail.com que as melhores serão publicadas...



















A Alternativa Fenomenal #6: Como o NXT roubou a atenção da WWE





Saudações a todos, e bem vindos a outra edição da Alternativa Fenomenal. Hoje irei dedicar meu artigo à alternativa da WWE a ela mesma, o NXT. Sei que o assunto NXT é bastante famoso e já foi discutido em vários artigos do WN, mas convém lembrarmos que o produto apresentado pelo território de desenvolvimento da WWE é totalmente diferente do convencional apresentado pela empresa, e muitos, assim como eu, enxergam que a única coisa que torna esse programa algo pertencente à WWE, para além da presença de algumas de suas lendas e superstars, é o logotipo da WWE no nome da brand. Retirando esse logotipo, mal notaríamos que se trata da programação do senhor Vince McMahon, tamanha a diferença entre a qualidade dos shows. 

Considerada por muitos o melhor show semanal da Big E (e um motivo de muita dor de cabeça para a produção dos shows principais), o programa onde são apresentadas ao mundo as futuras grandes estrelas da WWE tem mostrado, semana após semana, que está muito além ser de um simples show de território de desenvolvimento. Com uma produção de grande qualidade, lutadores carismáticos e rivalidades interessantes, vemos aqui uma opção muito boa para aqueles que desgostam do produto atual oferecido pela WWE. Mas porque é tão perceptível a diferença de qualidade entre esse show e as atrações principais da companhia (Raw e Smackdown)? 

Inicialmente, devemos atentar ao trabalho da equipe criativa do NXT. O lead writer da brand é o senhor Ryan Ward, empregado da WWE desde 2009. Seu trabalho é consideravelmente mais simples se comparado aos writers das brands principais, pois cabe a ele cuidar de um show de apenas uma hora de duração, o que lhe permite dar um foco maior na qualidade dos roteiros. Consequência disso, as storylines do NXT são feitas para terem uma grande duração e, mesmo sendo planejadas para longo prazo, não se perdem no meio do caminho, tendo uma progressão muito boa e não se tornando maçantes. Além disso, por participarem apenas de um show semanal de uma hora de duração e de 4 especiais ao ano, os lutadores não sofrem com super-exposição, e conseguem mais tempo para se dedicar com certa tranqüilidade ao seu trabalho. 

Para além do time criativo liderado por Ward, temos uma equipe de treinadores de alto calibre cujos nomes incluem Jason Albert (conhecido como Tensai, Albert, entre outras alcunhas), Billy Gunn, o Hall of Famer Dusty Rhodes e a conhecida lutadora das independentes Sara del Rey. Os recrutamentos ficam a cargo do Hall of Famer Gerald Brisco (que tem feito um ótimo trabalho de scouting, diga-se de passagem) e a palavra final sobre os shows é dada por Paul Levesque, o Triple H, ao qual devemos muito sobre a qualidade dos shows, pois diferente de certo senhor que já deveria ter se retirado dos bookings da WWE (cough, cough... Vince... cough, cough), HHH possui uma visão sobre o wrestling bastante atualizada, e costuma dar aos fãs o tipo de produto que eles desejam. 

O roster do NXT é um show a parte. Contendo grandes nomes do cenário independente aliados a estrelas vindas de outras grandes companhias e criações próprias da WWE, o roster apresenta uma variedade interessante de estilos de combate e personalidades que acabaram por chamar a atenção do público habitual e daqueles que tem o desejo por ver algo diferente do que estão acostumados a acompanhar. Lutadores como Finn Bálor (Prince Devitt), Hideo Itami (KENTA), Kevin Owens (Kevin Steen), Sami Zayn (El Generico), Tyler Breeze, Enzo Amore, Kalisto (Samurai Del Sol), “Big Cass” Colin Cassady, o recém chegado Samoa Joe, entre outros provaram que ainda há combates e rivalidades excelentes dentro da WWE e que existe um futuro brilhante à vista para aqueles que desaprovam o trabalho da empresa. Somando-se a isso, o NXT provou-se um ambiente ideal para reavivar a carreira de lutadores que vinham perdidos no roster principal. Os casos do ex-NXT Tag Team Champion Sin Cara e de Tyson Kidd são os que mais saltam aos olhos, já que devido aos méritos dos criativos do show, lhes foi permitido demonstrar a habilidade de ambos, que era bastante ofuscada pelo mau uso nos programas principais, além de lhes dar a chance de alcançar um merecido sucesso em suas carreiras, especialmente para Kidd, que vinha em declínio desde a separação da Hart Dynasty. 

                   Alguns dos nomes que integram o roster do NXT (apesar de Neville já estar no roster principal)

Outro grande diferencial do NXT está no tratamento dado às suas lutadoras. Com bookings muito bem executados e lutas com boa duração, as Divas do NXT mostraram que realmente ainda existe wrestling feminino de alto nível na WWE, com boas rivalidades e lutas excepcionais, que não perdem em nada para a qualidade dos combates da TNA (outra referência, se tratando de wrestling feminino na programação mainstream). Como possuem um ambiente mais propício, foi proporcionado às jovens lutadoras se desenvolver e mostrar seu talento de forma bastante eficiente, e como resultado, os combates entre elas alcançaram um patamar único de qualidade, que dificilmente será superado no main roster (vocês notam que as coisas são diferentes, quando durante um combate feminino ecoam chants de “This is Wrestling” do público). Não demorará muito até que Bayley, Charlotte, Sasha Banks e companhia, dominem o roster principal e nos deem os combates femininos que os fãs da WWE merecem.

Tendo em vista o trabalho realizado por seus produtores e sua equipe de lutadores, o NXT provou-se uma alternativa mais que eficiente à programação de topo da WWE, agradando não só aos fãs da empresa, como aqueles que não costumam assistir ao Raw ou o Smackdown e desaprovam os rumos que a empresa está tomando. Termino aqui meu artigo sugerindo a todos, mesmos os leitores anti-WWE, que dêem uma chance a este produto, pois é daqui que o futuro da WWE virá e, se tivermos a sorte de que o modelo adotado aqui seja usado nas brands de topo, pelo que podemos ver, será um futuro muito, mas muito promissor. Boa leitura e até a próxima.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Puroresu Channel 2015 XII - Friendship, Effort, Victory in Nagoya



É o regresso do Puroresu Channel com o melhor do puroresu! Esta semana temos dois shows da Wrestle-1 e da DDT. O grande destaque do show da Wrestle-1 vai para Four Way #1 contenders match e o destaque no show Friendship, Effort, Victory in Nagoya vai para o grande combate entre Shigehiro Irie e Akito num Last Man Standing Match.

Wrestle-1
16.05.2015 - Shinjuku FACE

1. AKIRA, Manabu Soya & Masakatsu Funaki x Hiroshi Yamato, Ryota Hama & Yasufumi Nakanoue
2. Jay Freddie x Kumagoro
3. Jiro Kuroshio x Hiroki Murase
4. Koji Doi x Shotaro Ashino
5. EWP Intercontinental Title Match: Tajiri x Minoru Tanaka
6. Wrestle-1 Title #1 contenders match: Shuji Kondo x KAI x Manabu Soya x Masayuki Kono









DDT Frienship, Effort, Victory in Nagoya
24.05.15 - Nagoya International Conference Hall
1009 Fans

1. Keisuke Ishii & Soma Takao x Shunma Katsumata & Tomomitsu Matsunaga
2. Amon Tsurumi Cup Battle Royal
3. Happy Motel (Antonio Honda & Konosuke Takeshita) & Hiroshi Fukuda x T2Hide (Kazuki Hirata, Sanshiro Takagi & Toru Owashi
4. Daisuke Sasaki x Kazusada Higuchi x KUDO
5. Jinsei Shinzaki x Danshoku Shinjei
6. KO-D Tag Team Title Match: Daisuke Sekimoto & Yuji Okabayashi x HARASHIMA & Yasu Urano
7. DDT Extreme Title Last Man Standing Match: Akito x Shigehiro Irie









segunda-feira, 25 de maio de 2015

WWE Monday Night Raw 25.05.2015 - Resultados + Vídeos | Elimination Chamber Preview


O episódio desta semana do Monday Night Raw conta com mais desenvolvimentos entre Seth Rollins e Dean Ambrose, que terão um combate entre eles pelo WWE World Heavyweight Championship no WWE Elimination Chamber. Ainda conta com mais alguns combates anunciados para o PPV, assim como o habitual "Open Challenge" semanal de John Cena para enfrentar alguém pelo United States Championship.

domingo, 24 de maio de 2015

Ring Of Honor On SBG: Mês de Março - Top Prospect Finals, Invasão dos KRD e Regresso de Samoa Joe


A Ring of Honor com a venda dos seus direitos ao Sinclair Group obteve um programa de TV semanal na estação televisiva SBG. O programa semanal da companhia é emitido aos Sábados e esta semana apresentamos os quatro shows de Março e onde o destaque vai para as finais do Top Prospect Tournament, as primeiras aparências do grupo misterioso KRD e ainda o regresso de Samoa Joe à ROH...

DezTaques da Semana (17.05.2015 - 23.05.2015)


Bem-vindos a mais uma semana cheia de "DezTaques" e que semana foi esta! Bem avisei na semana anterior que havia muita coisa por acontecer que traria muito material aqui para este espacinho. Temo que tenha sido tão recheada que quase nos faz cometer o pecado de dizer que houve material a mais!

Apenas uma forma de dizer que é difícil destacar dez acontecimentos, porque o que é bom nunca é demais. Com uma certa supremacia compreensível pela ainda líder WWE, olhemos para alguns dos principais acontecimentos desta agitada semana.

10 - Um "New Day" racial


Há tempos foi Michael Cole quem trocou o Kofi Kingston pelo Xavier Woods - de forma completa, chamou o nome de um ao outro e, sem retirar, ofereceu o nome do outro ao primeiro - ficando a parecer acidentalmente racista. A maneira de passar por cima disso é colocando um árbitro a fazer pior. É claro que não acredito que tenha sido essa a intenção nem acho que deva existir maldade na forma de fazer ou ver isto mas, no Payback, os New Day conseguiram reter os Tag Team Championships perante a equipa de Cesaro e Tyson Kidd, num 2 out of 3, conseguindo a última e derradeira "fall" com um "small package" de Xavier Woods... Que não estava inserido no combate. Mas, sem mostrar o rosto, o árbitro lá olhou e assumiu logo que fosse o Kofi e contou. Foi esperto e até deixou os New Day como uns bons estrategas Heel. O árbitro é que deve prestar um pouco de atenção e não assumir coisas tão rapidamente que depois fica mal visto...

Nota: E já se confirmou que no Elimination Chamber se dará a primeira "Chamber" de Tag Teams, com o título em jogo, colocando os New Day a defender contra a equipa de Cesaro e Tyson Kidd, os Lucha Dragons, Los Matadores, The Ascension e Prime Time Players, num combate que promete ser curioso pela forma como se desenrolará. E tem potencial para roubar muita da atenção para si.

9 - Paige volta e traz uma polémica no bolso


Contentíssimo por ver esta linda menina de volta. Após sucesso da equipa de Naomi e Tamina sobre as Bella Twins no Payback, Naomi ganhou mais uma oportunidade pelo Divas Championship no seguinte Raw. Mas a coisa não estava com boa cara para ela, logo Tamina teve que interferir e interromper o combate do título, levando a um arrear de sova "2-on-1", devido a ausência de Brie Bella, por ordem de Stephanie McMahon. É Paige quem salva a situação, atacando toda a gente no ringue. Campeã incluída. Não há amiguinhas aqui. Chega ao Smackdown e é quando Paige se torna mais notável ao mandar bocas às rivais, classificando Tamina Snuka como um homem. Tal afirmação não caiu muito bem em alguns fãs que consideraram de fraco gosto numa altura em que a companhia é tão activa em relação ao bullying e despropositado numa promo de uma Face. Eu cá acho que já vi coisas piores e fico contente pelo regresso de Paige e cá espero pelo Triple Threat já marcado para o Elimination Chamber entre Nikki Bella, Naomi e Paige. Nada para a Tamina, porque, aparentemente, compete na divisão errada!

Nota: Não se levem coisas destas demasiado a sério, por favor. Ainda para mais quando já se viu bem pior. Quem não se lembra do nojento segmento que viu John Cena e Jerry Lawler numa troca de piadolas foleiras relativas à gordura de Vickie Guerrero numa altura em que esta andava claramente a cuidar a imagem e já tinha perdido imenso peso. A boquinha da Paige foi só para o ar e de passagem...

8 - Bónus: Entrada


É só para quem sabe, roubar já uma fatia larga do show só com a entrada. Ainda não se consegue propriamente tirar um mau combate de Finn Bálor ou Tyler Breeze, muito menos dos dois em conjunto. Mas a fasquia da coisa tinha que subir ainda mais e os sacanas tiram dali umas entradas à Wrestlemania. O combate foi impecável, mostrou o quão bons são estes notórios atletas do presente e do futuro, spots a recordar. Mas ainda por cima disso vêm as entradas como a de Tyler Breeze que trouxe toda uma passerelle e um completo desfile ou como a de Finn Bálor que se lembrou de ser um dragão e que arrancou cânticos de "Holy shit!" do público sem que uma única manobra ou chamada de manobra tivesse ainda sido executada naquele ringue. E o raio do espectáculo ainda estava a começar!

Nota: Como não separar o fanatismo por wrestling e responsabilidades parentais: tapa os ouvidos do miúdo e grita "Holy shit" com toda a plateia como aquele senhor da fila da frente. De louvar.

7 - Se são loiros, combinam


Já leva a medalha de história mais bizarra actualmente. A WWE sempre gostou de casalinhos e o povo até nem se opõe, dá para fazer muita coisa a partir daí. Lá se fartaram da parceria com Rusev e Lana - que ainda levanta questões se terá realmente sido boa ideia, se Rusev não sairá prejudicado - e viraram a Russa que até é mais Portuguesa que Russa - falo a sério, vão verificar - para os lados ali do "Show Off". É a cena dele, roubar mulheres. Foi a troca de um beijo que desencadeou isto porque não houve nada a antecipar isto, a avisar ou sequer a dar uma pequena ideia. Foi logo a sangue frio e o Rusev não gostou muito. Não o culpo, no lugar dele faria o mesmo - vinha a correr para o ringue a gritar numa língua estrangeira e a tentar distribuir patadas? Para já ficamos por saber onde isto vai dar. Por agora sabemos onde Ziggler e Rusev vão parar: à Elimination Chamber pelo título Interncontinental vago, juntamente com Sheamus, Ryback, King Barrett e R-Truth. Agora vejam lá se a metem lá para dentro também.

Nota: Ziggler sangrou que nem um porco no Payback. Que os mais sedentos fiquem contentes e que os mais curiosos aprendam: não andes à cabeçada com um Irlandês...

6 - O gajo ainda acha que tem asas...


... E julgando pelos spots recentes, é capaz de ter mesmo. Angelico tem sido o tipo responsável por roubar uma boa parcela do show  apenas com um spot em que o chão não está muito perto dele mas ele não se parece importar muito com isto. Desta vez, deram mais um estupendo combate, este um Ladder, para dar nova chance à The Crew, mas foi após aquele "Super Ultra Hiper Mega Missile Dropkick"  do Angelico que as coisas se começaram a aproximar do fim. A cerejinha no topo do bolo foi mesmo Ivelisse que, lesionada, foi a responsável derradeira pela vitória da sua equipa, mostrando que afinal só um pé já lhe chegava para o efeito. Gajos com asas e mulheres com tomates é uma boa receita!

Nota: Mais vale ao Cueto desistir de ter aquela janela de uma vez.

5 - TNA vs Dave Meltzer


Numa semana sem Impact Wrestling, a companhia chega às bocas do povo pelas piores razões e da pior maneira. Numa rivalidade exterior que apenas volta a abordar os maus lençóis em que a companhia possa ou não estar, já se falou em cancelamento. Ainda a malta a habituar-se ao sabor do Impact Wrestling num canal tão pouco familiar para nós como é o Destination America e Dave Meltzer anuncia que já está planeado um cancelamento para Setembro, para todos os programas relacionados com a TNA. Levantaram-se as preocupações e estáveis se mantiveram as não-surpresas que muitos já sentiam. Meltzer mantém o que diz, a Destination America não se pronuncia em relação ao assunto para confirmar ou negar e a TNA defende-se com ameaças de processos legais sem realmente negar ou confirmar algo em concreto também. Enquanto esperamos vamos vendo que há um Slammiversary ainda por vir.

Nota: O facto de a notícia se ter começado a espalhar na noite em que uma das suas principais estrelas de todo o seu percurso estreia num ringue da WWE é, admita-se, uma coincidência hilariante.

4 - Seth Rollins & Amigos


Também teve uma semana agitada este. Teve sucesso em reter o seu cobiçado WWE World Heavyweight Championship contra três outros gulosos mas não sem passar trabalhos antes. A coisa até lhe parecia estar a correr bem quando, para aquele markanço dos fãs, se dá uma reunião temporária dos Shield, que deu para nos trazer bons tempos à memória, com uma Triple Powerbomb a Randy Orton. O gajo já estava todo contente a fazer planos mas Reigns e Ambrose já o lembraram que aquilo não era para manter. E as suas expressões faciais já valeram por tudo o que já pudesse ali ter acontecido e também ele levou assim uma prenda semelhante dos seus antigos melhores amigos. Mesmo com todos os sarilhos que teve que atravessar, Rollins conseguiu manter-se Campeão e trouxe a ajuda de um Pedigree que não sei onde ele o foi aprender. Comemorações no dia seguinte no Raw é que foram interrompidas pelo mais lunático dos seus antigos amigos, que exigiu um novo campeonato no Elimination Chamber à maneira mais... lunática, pronto. Introduzindo uns velhos amigos que são os blocos de cimento à cabeça de Rollins, foi-lhe cedido o combate e nós chateadíssimos por ter que ver este espectáculo outra vez daqui a uma semana.

Nota: Todos os integrantes do main event deste Payback estavam presentes no main event do Payback do ano passado, apenas com posições muito diferentes.
Nota2: Se aqueles blocos de cimento eram feitos do mesmo material que os utilizados em Ambrose, acho que até podiam deixar estar que aquilo não ia aleijar assim tanto.

3 - Afinal é isto que elas sabem fazer


Daquelas frases que pensavam que nunca iam dizer. Aproveitem agora para as dizer muitas vezes para as deixarem assentar e notar que já aconteceram. Divas tiveram um combate com dimensão, construção e apresentação de um main event, funcionando como um co-main event. Divas tiveram o combate da noite, numa noite que teve muito bom combate. Divas tiveram um candidato na lista dos combates do ano. Agora que isso já está digerido, já podemos markar completamente para o trabalho cinco estrelas que Sasha Banks e Becky Lynch fizeram no Takeover: Unstoppable, mostrando que isto das Divas a competir a sério é uma realidade. E sempre nos dá esperanças de que seja realmente isto o futuro e que possamos ver isto no roster principal quando estas meninas lá estiverem, na companhia das outras meninas talentosas que também conseguem fazer disto se as deixarem. "Give Divas a Chance?" Mais um bocado, ainda têm que lhes tirar a chance antes que elas roubem o espectáculo todo para elas!

Nota: Será que existem muitas Divas do roster principal que ficaram confusas por saber que combates podem chegar ao quarto-de-hora, que dá para trabalhar partes do corpo e que existem várias manobras de submissão e inversões das mesmas?
Nota2: Outra coisa: dois combates de Divas no card. Isso já aconteceu. Mas dois combates de Divas com qualidade - mesmo com a Dana Brooke, que lá foi fazendo o seu trabalho de não estorvar - é que se calhar cheira mais a novo.

2 - Uma saga inesperada


Que levante a mão quem esperava esta rivalidade para John Cena e que previa qualquer coisa que andasse perto da marcação do combate para o Elimination Chamber, tão repentinamente e tão sem aviso. Um dos maiores markanços da semana e factor que dificultou a escolha de um número 1 para esta semana: na resposta à "open challenge" de John Cena, responde alguém de um altíssimo calibre, mas sem mostrar qualquer ponta de interesse no United States Championship. O que parece é que o seu propósito era meramente meter o Cena num bolso e deixá-lo lá a cambalear e a brincar com ele. Se algum nervosismo na fala era notável - lá porque ele é um badass, estava numa situação extrema na mesma - não apresentou qualquer falha. Kevin Owens guardou um candidato a momento da semana para si, plantou Cena no chão, pisou o United States Championship enquanto erguia o do NXT, numa brilhante manobra Heel - que ainda assim consegue muitos apoiantes - e saiu com um combate num card do plantel principal com John Cena, o gajo que tem sido o maior nisto tudo há uma década. É assim que se causa impacto, senhoras e senhores.

Nota: Até o filho dele se passou dos carretos. E com razão!

1 - JOE'S GONNA KILL YOU


Acho que compreendem a dificuldade em escolher um só momento para a primeira posição. E quem prefere este - acredito que haja uma divisão legítima - também compreende o seu posicionamento aqui no topo. O curioso é que envolve Kevin Owens na mesma, logo o gajo teve que ficar com a semana toda para ele. E não minto, acho muito bem. Já ele tinha destruído Sami Zayn, partido-o a meio, em três, em quatro, talvez em cinco, já se tinha virado contra a figura autoritária que é William Regal - não vou culpar ninguém que tenha deixado cair um ligeiro e discreto fio de baba ao pensar na possibilidade desse combate, eu compreendo e conheço a sensação - e já estava pronto para, sei lá, cometer algum homicídio. Tudo pelo bem do sustento da família. Mas uma sonora gaita toca e o público já cantava um nome. Após anos a formar nome noutras companhias, já um multi-Campeão Mundial, Samoa Joe chega a um ringue da WWE finalmente, pela primeira vez! O astro da TNA e da Ring of Honor chega, com o seu habitual nome, já com uma T-shirt pronta a vender, com um estatuto de veterano e com uma plateia a perder o pouco juízo que ainda lhe restava daquela noite. Joe chegou à WWE. Joe matou praticamente toda a gente de saúde frágil naquela arena. Aconteceu!

Nota: Primeiro o Sting, agora o Samoa Joe. Andar a ter combates do ano com regularidade na New Japan Pro Wrestling é algo assim tão apelativo para o AJ Styles ou...?
Nota2: Kevin Owens continuou aqui a eterna rivalidade com Sami Zayn, arranjou novo rival em Samoa Joe, já tem um candidato ao título em Finn Bálor, atacou William Regal, é suspeito no ataque a Hideo Itami, já tem que fazer com John Cena e o Alex Riley é mais casmurro que uma mula. O gajo é um Heel tão brilhante que anda em feud com toda a gente. Sem saber, ainda vão ver e ele está em feud convosco sem vocês saberem!

Outros acontecimentos de relevo:

- Concretizou-se o confronto entre Ryback e Bray Wyatt e até apresentou mais qualidade que a esperada. Ryback já tem lugar na Elimination Chamber pelo título Intercontinental e Bray Wyatt andou a estorvar Dean Ambrose no Raw e no Smackdown, sem deixar qualquer indicação de seguimento da feud.

- King Barrett também bateu Neville e parece já estar farto dele, despachando-o para um antigo rival: Bo Dallas. Que, curiosamente, também já teve uma breve rivalidade com Barrett. Com isto, Barrett já tem o seu lugar na Elimination Chamber pelo título Intercontinental e Neville fica de fora, tendo que se preocupar com ser inspirado por um antigo rival que ele já bateu por mais que uma vez. Deixam-nos ter um tão épico como o "Ladder match" ao menos?

- Os Mega Powers ainda aí andam e parece ser para manter por agora. E, admito-o, é divertido. Após terem pouca sorte no embate contra os Ascension no Kickoff do Payback, vingaram-se no Smackdown, contra uma parceria de Heath Slater e Adam Rose. Por mim isto fica na divisão Tag Team. E podem juntar-se à remessa de novas ou reunidas Tag Teams que não chegaram a integrar a Elimination Chamber, como é o caso dos reunidos Luke Harper e Erick Rowan que andam a divertir-se a destruir Fandango e Zack Ryder no Raw e no Main Event.

- Fiquei a saber que a feud entre o R-Truth e o Stardust é uma coisa. E que vem desde a Wrestlemania. Uau.

- Enzo Amore e Colin Cassidy não têm sucesso na captura dos NXT Tag Team Championships, devido a interferência de Alexa Bliss que completa a Heel Turn e junta-se aos Campeões Blake & Murphy, servindo de oposição directa a Carmella. Se por um lado, tenho emoções mistas quanto à Alexa Bliss, de quem gosto bastante, se juntar a Blake & Murphy, de quem não consigo querer saber assim muito... Tenho que destacar a voz de Big Cass a falhar no início do S-A-W-F-T como um dos grandes momentos da noite!

- Daivari já enfrentou Texano a sério e este aparentemente já é oficialmente Face/Tecnico, Turn improvável. E parece que também já arranjou um novo amigo em Big Ryck que, parece-me o maior tweener que aqui anda se é que isso existe por aqui. O tipo move-se a dinheiro e a personagem de Daivari é dos que parece suar dólares. Um novo aliado mas que ainda não é o Hassan, caramba!

A figura da semana: Kevin Owens. Até podia partilhar este título com Samoa Joe mas até ganha pontos extra por ser ele quem causou a vinda de Samoa Joe. Está em todo o lado e a fazer barulho. Que venha o outro também dizer que este não é uma estrela!

O desaparecido: Randy Orton. Roman Reigns teve um "grande regresso" no Smackdown, anunciado no Raw. Porque ele já não era visto desde o dia anterior. Já Randy teve a semana para dormir e o panorama parece difícil para arranjar onde o inserir.

Por aqui fica o que tenho a dizer sobre esta semana e que semana! Aconteceu de tudo em todo o lado e, lá está, é assim que se quer, ninguém quer cá pasmaceiras e semanas em que é difícil encher as dez posições por não haver que chegue para arranjar destaques. Que seja antes por haver muito! Há mais uma para a próxima e espero que também seja boa e que me permita trazer-vos um forte artigo. Que ele vem na mesma. E até lá, têm sempre este para comentar para enriquecer o artigo. Vejo-vos na próxima semana, fiquem bem e aproveitem este tempo quente que já parece ter vindo a sério!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

WWE Smackdown 21.05.2015 - Vídeos + Resultados | Ambrose vs Wyatt


O episódio desta semana do Smackdown tem como destaque um combate entre o pretendente ao WWE World Heavyweight Champion, Dean Ambrose e a nova cara do medo, Bray Wyatt e para além disso, ainda conta a presença do WWE World Heavyweight Champion Seth Rollins, assim como Roman Reigns a falar a primeira vez desde o WWE Payback. Conta também com um "Four Corners Tag Team Match" entre as equipas participantes do "Elimination Chamber Match".

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Vídeos


Forgotten Superstars # 5: O Perigo Árabe




Saudações a todos os leitores do Wrestling Notícias! Desta vez, eu sigo a sugestão do comentarista, e amigo Diego Meira, para trazer mais um capítulo interessante, que vem da Ruthless Agression Era. No tempo em que a WWE estava fazendo a sua transição de "Wrestling" para "Sports Entertainment".

Mas, mesmo naquela época, ela poderia cometer alguns deslizes, que simplesmente destruiriam a carreira das pessoas de acordo com os acontecimentos externos à empresa. E com o wrestler que nós estamos tratando, podemos afirmar isso claramente. Às vezes, a WWE não consegue ter o total controle do que acontece com seus empregados e como acontecimentos na sociedade podem influenciar as gimmicks dos mesmos. Mas ela poderia ter evitado o fim de uma carreira promissora.

Quem é? - Mark Copani, nascido em Syracuse, no estado de New York. Etnicamente, segundo ele, é 100% italiano. Entretanto, na WWE, ele recebeu a identidade árabe-americana de Muhammad Hassan. Antes de ir para a WWE, ele estava estudando História na universidade, mas deixou o curso para perseguir o seu sonho de infância, que era fazer parte do wrestling profissional.

O que ele fez na WWE? - Copani teve uma curta passagem na WWE, porém é algo que ainda está na memória dos fãs mais antigos. Ele começou a buscar o seu sonho de se tornar um wrestler a partir da OVW em 2002. 

Naquela época, ele fez o seu debut como "Mark Magnus". Com seu físico credível, e sua habilidade de fato, convincente, apesar de um novato, ele conseguiu ganhar o OVW Heavyweight Championship, no dia 13 de agosto de 2003. Ficou com o título, até 10 de dezembro de 2003, onde sofreu pin de dois lutadores ao mesmo tempo, em uma Triple Threat Match.

Em 2004, Jim Cornette ofereceu uma oportunidade a Copani: a de interpretar um personagem árabe que cresceu nos Estados Unidos no roster principal da WWE. Mark decidiu aceitar. Ele pensava que poderia ser algo engraçado e interessante, mas ele também sabia dos riscos e como tudo poderia ir por água abaixo. Era tudo ou nada. Era o estrelato, ou o limbo.

E assim, nasceu Muhammad Hassan, No dia 13 de dezembro de 2004, em um Raw feito em Alabama, depois de dois meses de dark matches. Ele interrompeu uma promo de Mick Foley que falava sobre as tropas dos Estados Unidos. Não poderia ter sido em um local e em uma hora melhor. A reação do público foi instantânea. 


Ele começou a sua jornada na WWE acompanhado de seu manager Khosrow Daivari (de quem falarei com certa frequência neste artigo, porém será melhor explorado em outro, no futuro). Ele se descrevia como um árabe americano, que se sentia julgado pelo preconceito da sociedade americana, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Era uma gimmick, sem dúvida, forte, e que tocava nas feridas mais inconfessáveis dos americanos, naquela época ainda bastante afetadas.

Por um tempo, ele levantava as mãos para louvar Allah, mas deixou de fazer isso, devido a reclamação da comunidade de árabes nos Estados Unidos. Desde o início, sua gimmick foi intensamente pressionada. E lembremos que, na época, Copani tinha apenas 24 anos. Tinha todo um futuro pela frente na WWE.

Sua atuação até janeiro de 2005, foi de interromper as promos de outros wrestlers, e fazer a sua própria, reiterando o preconceito americano contra os árabes que vivem no país. Era uma verdade que, naquela época, ninguém estava muito disposto a ouvir. Rapidamente, Muhammad Hassan se tornou um heel pelos mesmos motivos em que seu personagem era uma vítima.

Então, ele direcionou sua fúria para os announcers do Raw, que faziam parte de uma mídia americana racista, segundo Hassan.Na época, em janeiro de 2005, eram Jerry "The King" Lawler e Jim Ross. Eles foram confrontados por Muhammad e seu manager. O que culminou em uma luta entre Lawler e Hassan, a qual, o árabe-americano venceu.


Desde então, ele passou por uma série de vitórias, passando por The Hurricane, Sgt. Slaughter, até nomes como Chris Benoit e Chris Jericho, o que aumentou ainda mais a sua notoriedade como heel, a ponto de todos os wrestlers, heels e babyfaces, se juntarem para eliminá-lo na Royal Rumble de 2005.

Ele teve uma aparição na Wrestlemania daquele ano, onde, junto com Daivari, atacou Eugene, que fora salvo por Hulk Hogan. No Raw da noite seguinte, ambos confrontaram Shawn Micheals. Dessa forma, isso gerou em um confronto de duplas, com Hogan e Michaels vencendo no Backlash. Hassan culpou Daivari pela derrota, atacando-o, posteriormente.

Ele ainda enfrentou o Batista, que na época era World Heavyweight Champion. E chegou a ganhar por desqualificação, mas perdera em seguida. Este talvez, tenha sido o ponto mais alto deste wrestler. Teve ainda chance de ganhar o Intercontinental Championship, em uma handicap de 2 contra 1, acompanhado de Daivari e contra Shelton Benjamin. Mas depois de uma luta controversa, Daivari acabou sendo superado por Shelton, o que fez com que Hassan perdesse esta oportunidade.

Hassan foi vencido por pin pela primeira vez por John Cena, o campeão da WWE na época, em 20 de junho de 2005.

No draft de 2005, em 23 de junho, Hassan e Daivari foram movidos para o Smackdown. E ali, começaria uma das semanas mais controversas da história da WWE. 

Nas gravações do Smackdown, no dia 4 de julho, foi decidido que Hassan e Undertaker iriam lutar no Great American Bash, e que Daivari iria enfrentar o Deadman no Smackdown daquela noite. Undertaker venceu fácil. Entretanto, Muhammad Hassan apareceu e invocou homens de máscaras para atacar o adversário de seu manager.

E assim se deu o segmento que marcou a carreira de Mark Copani:


Três dias depois, deu-se o atentado de Londres. United Paramount Network televisionou o segmento com vários avisos durante o evento, para os Estados Unidos. No Canadá, também foi mostrado dessa forma no The Score, entretanto, na Austrália e na Europa, o segmento foi retirado.

Críticas duras do New York Post e outras mídias vieram, o que gerou uma promo de resposta do Hassan, que atentava para o racismo da mídia.


A situação, entretanto, estava insustentável. Hassan ficou de fora de vários shows até o Great American Bash, e naquela época, fora vencido por Undertaker. Depois da derrota de Hassan, a WWE sustentou o fato de que o wrestler havia sofrido sérias lesões, depois de um Last Ride de Taker. O fato é que, aquela era apenas uma saída mais fácil para desmontar a gimmick e retornar Daivari e Hassan para o território de desenvolvimento. 

Os fãs ficaram revoltados com o fim repentino de Hassan. Não durou muito, até que a WWE anunciasse o fim do contrato. E também, o fim de Mark Copani como um full time wrestler.

Ele poderia ter feito mais na WWE? - Disso, não dá para ter nenhuma dúvida. Ele realmente demonstrava paixão no que fazia e encarnava de maneira maravilhosa a sua gimmick árabe. Talvez, bem até demais. A WWE poderia ter dado um jeito de reverter isso, de alguma forma, mas optou pela saída mais fácil, que foi a de aniquilar Hassan, e wrestler que o carregava junto, dadas as pressões externas. Fruto do próprio estereótipo preconceituoso que a empresa usa em certas gimmicks.

Então, sigamos para os três pontos positivos de Mark Copani:


  • Físico Convincente: Eu, particularmente, não costumo ligar para o físico dos wrestlers. Mas dava para dizer que, para a WWE, o Muhammad Hassan era forte o suficiente para ser um futuro campeão. Não havia nada nele que o desabonasse. Era alguém que realmente parecia um lutador em constantes treinos, ou um fisiculturista.
  • Química Heel Automática: Um dos maiores heels da história da WWE, nos últimos 15 anos. Eu não conhecia muito bem o trabalho dele, mas era alguém que poderia atrair a fúria de uma crowd inteira em instantes. Não só pela sua gimmick árabe. Mas por aquilo que ele falava. Era a verdade que nenhum americano estava querendo ouvir na época. E nada dói mais que a verdade.
  • Possibilidade de Storylines Complexas: Sim, ele poderia, em um passe de mágica, passar de heel, a vítima. Se a empresa soubesse gerir melhor os seus wrestlers, claro. O fato é que Muhammad Hassan nunca seria visto com bons olhos pelo universo dos fãs, se não fosse feito uma recuperação dentro da própria gimmick de árabe. Se ele pudesse ser mantido por mais tempo, ele até poderia ser um mensageiro pela liberdade e pela luta contra o preconceito. Mas dentro de uma empresa preconceituosa e recheada de Republicanos, ele não teve a mínima chance.
Termino este artigo, dizendo que este foi um talento desperdiçado por pressões externas. Mas mesmo assim, a WWE tem culpa. Primeiramente, por ter dado uma gimmick tão "perigosa" para ele. E depois, por não tê-lo blindado de forma suficiente, fazendo com que Mark Copani se aposentasse da carreira que tanto queria atuar.

Então, este foi mais um Forgotten Superstars, meus caros! Não esqueçam de deixar suas sugestões, elogios e críticas sempre na caixa de comentários, para fazer deste recanto um lugar cada vez melhor.

Um grande abraço!



Toca do Lobo: Inovadores do Wrestling - Go 2 Sleep



Sejam bem-vindos a Toca do Lobo, o meu humilde espaço didáctico onde irei partilhar convosco um pouco do meu conhecimento e pesquisa sobre esta forma de espectáculo que é o wrestling. E sejam bem-vindos a primeira edição do Inovadores do Wrestling.

Deixem que vos diga, das 3 temáticas que a Toca do Lobo terá, esta é talvez a que me é mais querida, pois já ando com ela em mente a vários anos. Dediquei já bastante pesquisa a ela, e cheguei mesmo a pensar em fazer uma versão em vídeo, mas tal exigiria bastante trabalho em termos de edição de vídeo, coisa que infelizmente levaria demasiado tempo devido ao pouco tempo que tenho disponível e a fraca maquina que disponho de momento. Mas permitam-me fazer uma breve apresentação do que iremos falar aqui.

Finishers e Signature moves.



Podemos dizer o que quisermos sobre o que faz uma personagem nos dias de hoje: o seu aspecto, as suas promos, a sua forma de agir. Mas eu penso não estar errado quando digo que se há algo de essencial para que um wrestler tenha sucesso, são os seus signature moves. O que seria de Shawn Michaels sem o seu Sweet Chin Music , Nature Boy Ric Flair sem o seu Figure Four Leg Lock, ou mesmo Bret Hart sem o seu Sharpshooter?


São muitos os golpes que fazem parte do arsenal de um wrestler, todos eles essenciais para o mesmo, mas são os signature moves que os fás rapidamente reconhecem, são aqueles aos quais o público imediatamente reage ao ocorrerem. E quando o finisher surge, qual é o fá que não acredita que o combate acabou ali, pois é a melhor arma que aquele lutador tem. E se por ventura o seu adversário escapa ou resiste a esse mesmo golpe, o que dizer das emoções que surgem nos corações de todos os fás que assistem a esse mesmo combate? 

Por esses motivos, bons signature moves são ingredientes essenciais para qualquer wrestler. Mas agora deixo aqui uma pergunta para todos os ouvintes, de onde vieram estes golpes?

Rey Mysterio é famoso pelo seu 619, golpe esse imitado por muitos, mas foi ele o primeiro a lembrar-se de tal golpe?

E o Stunner que Stone Cold Steve Austin aplicou a dezenas de adversários, incluindo o dono da WWE, Vince Mcmahon, foi ele o seu inovador?

E o que falar dos germans suplexes que Kurt Angle e Chris Benoit tornaram famosos, algum deles terá sido o primeiro a aplicar tal golpe?

É para responder a essas questões que esta cronica servirá. O meu objectivo é tentar mostrar a vocês a origem e percurso dos vários finishers e signatures moves que foram criados ao longo da história do wrestling.

Bem, não percamos mais tempo, e vamos ao que interessa, falar de um dos golpes mais reconhecidos actualmente no pro-wrestling, o Go 2 Sleep.

Finisher: Go 2 Sleep


Não há muito que possa dizer sobre a execução deste golpe, no papel é um dos golpes mais realistas e brutais que há no wrestling. Quando alguém põe nos ombros o seu adversário, atira-o para a frente, e durante a sua queda dá-lhe uma joelhada na cara (ou peito), a reacção mais provável ao ver isso é meter as mãos a cabeça e pensar "partiu-lhe a tromba toda".

Quando bem feito, é visualmente um golpe impressionante de se ver, e credível ao ponto de poucas vezes se duvidar que o golpe não atingiu ou magoou o adversário. Não é de admirar que tenha sido votado como melhor finisher pelo Wrestling Observer Newsletter durante dois anos seguidos (2006,2007).

Se bem que existe uma questão em relação a este golpe. Uma coisa que me foi ensinada poucos meses depois de começar a treinar wrestling, é que uma das características mais importantes ao escolher um finisher, é seres capaz de o aplicar em qualquer adversário, e esse é talvez um dos problemas mais óbvios deste golpe, o teres força para colocar o teu adversário nos ombros. Mas passando essa barreira, é só deixar cair o adversário e "partir-lhe a tromba toda".

E se existe alguém a quem podemos agradecer por ter tornado este golpe popular nos Estados Unidos, e consequentemente em todo o mundo, esse alguém seria este homem, Phillip Brooks, a.k.a CM Punk.

Punk é sem duvida um espécime raro no pro-wrestling, especialmente no meio WWE. Quando se estreou na ultima versão da ECW, apesar de ter o aspecto de ser apenas mais um miúdo tatuado que vem das indies, ele rapidamente capturou a atenção e fascínio do publico. A sua capacidade técnica, carisma e domínio do microfone tornam-no num dos wrestlers mais completos que alguma vez pisaram um ringue da WWE.

Começando pelos seu inicio nas indies, onde fez parte de uma das storylines mais populares da ROH (The Summer of Punk), pela sua passagem pela ECW onde se estreou e chegou mesmo a ser campeão, a sua estreia na Raw e conquista do MITB e respectivo cash-in, o tornar-se no Straight Edge Messiah, fazer aquela que é para muitos a melhor promo que ele alguma vez fez e provavelmente a melhor promo a passar na WWE nos ultimos anos, e acabando como um dos maiores anti-herois da WWE desde Steve Austin, CM Punk será sempre lembrado pelos fás como o wrestler que não deixava que o sistema o impedisse de ser o "Best in The World". 


Mas apesar de todos os seus méritos, existe uma coisa que podemos afirmar que Punk não fez (para além de ser main event na Wrestlemania), ele não criou o Go 2 Sleep. Esse mérito pertence a outro wrestler que será mencionado no final, mas primeiro falemos do percurso que este golpe percorreu. E quando digo isto, refiro-me ao facto de quando um golpe se torna popular, rapidamente encontraremos mais gente que o queira para o seu arsenal, e quem sabe até tentar melhora-lo.


Um desses exemplos inclui o "American Wolf" Davey Richards, onde ele apresenta uma versão mais rápida do G2S chamado "Alarm Clock", onde ele em vez de colocar o adversário sobre os seus ombros, ele impulsiona-o para o ar, rapidamente atingindo-o com um pontapé na zona do torso.


Podemos considerar esta versão como um tributo, uma vez que o criador do Go 2 Sleep é considerado como mentor de Richards durante os seus primeiros tempos na Ring of Honor.

E temos casos de outros wrestlers a usarem este golpe, tais como Prince Devitt ou Katsuyori Shibata, sendo que este ultimo chega mesmo a usa-lo como tag move em conjunto com o seu parceiro Hirooki Goto

Durante a minha pesquisa, encontrei cerca de 12 wrestlers que usam alguma versão deste golpe, incluindo uma que termina com um 540º kick (não peçam video disso, infelizmente não consegui encontrar). Logo não dá para duvidar da sua popularidade, não só entre os fás de wrestling, mas entre os wrestlers em si.

Mas como em tudo na vida, não existe nada como o original, por isso sem mais demoras, apresento-vos o criador do Go 2 Sleep, Kenta Kobayashi, a.k.a, KENTA.

Inovador: KENTA


Antes de se estrear na WWE como Hideo Itami e ser uma das actuais estrelas da brand de desenvolvimento NXT, KENTA foi uma das maiores estrelas da companhia japonesa Pro Wrestling Noah, tendo conseguido conquistar os titulos GHC Junior Heavyweight Championship e GHC Junior Heavyweight Tag Team Championship por 3 vezes, e tendo-se tornado o campeão de pesos pesados da Noah em 27 de Janeiro de 2013, mantendo o titulo durante quase 1 ano, conseguindo defender o mesmo 9 vezes consecutivas.

E não posso deixar de destacar a sua passagem pela ROH, onde ainda hoje se fala dos seus embates contra Bryan DanielsonNigel McGuinness e Samoa Joe, como dos melhores combates alguma vez a ocorrerem na companhia. KENTA durante o seu percurso


Não confundindo com o seu mentor Kenta Kobashi, (motivo pelo qual passou a usar só o primeiro nome em maiúsculas) KENTA é bastante conhecido pelo seu estilo de combate duro, estilo esse inspirado pelo seu background de kickboxe amador, sendo baseado fortemente em pontapés e strikes. 

Kenta é o genero de wrestler que apesar de ter apenas um 1,74 e perto de 80kgs, era alguém que conseguia fazer frente a qualquer wrestler independentemente do seu tamanho. E não admira, com um arsenal de pontapés que fariam qualquer fá de MMA encolher-se, e um finisher tão destrutivo como o Go 2 Sleep, KENTA seria o equivalente a um Pit Bull em pleno ringue.

E destaco mais um facto. KENTA não se limitou a criar o Go 2 Sleep, ele melhorou-o ao criar o Ura Go 2 Sleepque se pode considerar como uma versão inversa do golpe normal, tendo o oponente virado de costas sobre os ombros, e atingindo o adversário na nuca com o joelho após o atirar para a frente. 

Sem duvida uma versão mais assustadora e destrutiva de um golpe que só por si já era devastador.  



E por aqui termino esta cronica. Espero que tenham gostado e que vos tenha instruído um pouco mais ao longo deste texto. Na próxima edição da Toca do Lobo irei estrear o Lendas do Puroresu, no entanto deixo-vos com uma pista para a próxima edição do Inovadores do Wrestling e o combate onde KENTA estreou o Go 2 Sleep.



Até a próxima, e divirtam-se ;)


 
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